quarta-feira, 7 de maio de 2014

Casamento: separação e união

 

- Como entender-me com ela?
- Acima de tudo não a rejeite. Se você o fizer, o estará fazendo consigo mesmo. Com quem casou-se para o resto da vida? Quem é a companheira que te acompanhou em todos os problemas?
- Mas como eu faço? Onde encontrar forças para lidar com ela e não rejeitá-la como aconselhas?
- Pense em si mesmo. Você não pretende aceitar-se como um todo para evoluir seu espírito e integrar sua personalidade? Se certas qualidades/defeitos que ela possui o incomodam tanto, estas não o incomodarão dentro de ti mesmo?
- Mas ela faz o que já combinamos não fazer...
- E quantas vezes você também já não concordou, em seu íntimo, não se comportar de certa maneira, sem sucesso? E quer exigir isso do outro? Trate-a com amabilidade! Diga com carinho que ficou chateado, que ficou triste com a atitude que ela tomou, mas diga olhando nos olhos, com carinho. Ela antes se arrependerá de te fazer sofrer, do que por ter te contrariado... Para contrariar o outro basta existir, pois é inerente à diferença, à individualidade, contrariar o outro. Mas não fazê-lo sofrer. Perceba: o outro é contrário a eu.
- Mas não será essa contrariedade um sofrimento?
- Pode até ser, mas o é de uma forma diferente, pois é um sofrimento passivo e não ativo.
- Entendo... Bem, já me imagino chegando e a abraçando...
- Você acha que ela não está sofrendo por você?
Em casa, ao reconciliarem, ela diz:
- Como você ainda me suporta?